O Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) recebe a mostra que marca 30 anos de produção visual do  multiartista brasileiro Arnaldo Antunes. A mostra entra em cartaz no dia 24 de maio.

A poesia é amplificada em suas dimensões semânticas, sonoras e visuais. Sai do livro convencional e é explorada em diferentes suportes e sentidos. A mostra tem curadoria de Daniel Rangel e tem como foco central a palavra: seja falada, escrita, desenhada, fotografada, filmada, construída ou cantada.

Palavra em Movimento reúne caligrafias, colagens, instalações e objetos poéticos, além de adesivos, banners, áudios e vídeos de trabalhos realizados nos últimos trinta anos. É uma síntese da trajetória do artista vanguardista no circuito das artes visuais contemporâneas.

Arnaldo Antunes é herdeiro da poesia concreta dos anos 1950, do rock and roll e do tropicalismo dos 1960 e 1970, da arte pop e do movimento punk dos anos 1980.

Sobre a exposição Palavra em Movimento

Palavra em movimento é um passeio por estas três dimensões — verbivocovisual — da obra artística de Arnaldo Antunes.
A série Caligrafias reúne um pequeno recorte das monotipias realizadas com tinta de carimbo (entre 1998 e 2003), nas quais Arnaldo pintava seus poemas espremendo os tubos de pigmento diretamente sobre o papel de gravura. Outra série apresentada de forma parcial é Oráculo, realizada em 1981, sua produção mais antiga incluída nesta mostra.

O conjunto traz colagens com rasgos manuais sobre pequenos papéis cartonados com sobreposições de imagens, letras, fontes e palavras recortadas de revistas, jornais e outros impressos da época. A utilização destas mesclas e misturas de camadas segue presente em todas as linguagens artísticas em que Arnaldo trabalha e se expressa.

Os objetos e as instalações poéticas, juntamente com os adesivos, banners e letreiros, buscam no universo do readymade novas formas de retirar a poesia do papel. Poemas podem virar esculturas, objetos comuns têm sua forma e uso subvertidos, e outras peças propõem interatividade e a participação direta do público. O trabalho mais recente de Arnaldo, a série O Interno Exterior (2014), também busca no cotidiano sua inspiração. Monitores de porta-retratos digitais se tornam suporte para poemas estruturados a partir de leituras simultâneas de textos urbanos capturados em fotos de suas viagens, animadas em stop motion.

Estão sendo também apresentados alguns objetos de luz, uma fotografia ampliada e colada em um espelho, o vídeo-poesia Nome, além de gravações sonoras com leituras poéticas de Arnaldo que, de certo modo, aproximam a exposição do fã mais recorrente do músico e cantor pop.

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