Um dos mais tradicionais grupos de teatro de Floripa, o Grupo Armação, comemora 45 anos na ativa com temporada de novo espetáculo. A montagem Sopros de Paz e Guerra será apresentada nesta quarta e quinta-feira, dias 9 e 10, a peça tem edições no TAC, às 20h30. Em seguida, nos dias 12, 13, 18, 19 e 20 de agosto, acontecem as apresentações no Teatro da UFSC, também às 20h30.

O texto inédito é de autoria do premiado dramaturgo Odir Ramos da Costa e consiste em uma comédia explosiva e vibrante do dramaturgo Odir Ramos da Costa e tem direção de Antônio Cunha. No elenco os atores Édio Nunes, Chico De Nez e Sandro Maquel dão vida aos personagens que disputam o poder entre trapaças, encrencas e trapalhadas.

A obra foi a grande vencedor do prêmio Drama TEns 2015, promovido pela Revista TEatroensaio, de Portugal, e é a segunda comédia de Odir Ramos da Costa encenada pelo Grupo. Assim como a primeira (Sonho de uma noite de velório, montada de 2006 a 2008), o diretor acredita que Sopros de Paz e Guerra é uma comédia ácida. “Aponta diretamente para o ridículo e para algumas das mais sombrias e perversas das diversas faces da natureza humana”,  afirma o diretor Antônio Cunha

Sinopse:

Um jogo de trapaças. Uma batalha acirrada por poder. Uma disputa desastrada de egos pouco invejáveis. Uma comédia que se esforça para ser tão contundente quanto a nossa absurda realidade. Lançando mão de sua acentuada argúcia o ordenança Amadeu tenta, a todo custo, convencer o seu superior, o Major Pompílio Canabrava, a homologar o seu invento admirável, o Dois-Num-Só, híbrido de Bombardino e Bacamarte, um engenho que serve ao mesmo tempo como instrumento musical e arma de fogo e que, segundo o seu inventor, é a síntese da versatilidade humana. Por outro lado, o limitado – mas não menos arguto – Major Pompílio, é capaz de se unir ao seu mais ferrenho inimigo, o vaidoso Major Carrascoso, para tentar passar a perna no ordenança e reverter a situação a seu favor.

Sobre o autor:

 Odir Ramos da Costa nasceu em Rio Bonito, RJ. É autor de Sonho de Uma Noite de Velório, encenado pelo Grupo Armação em 2006 e 2008, texto que recebeu o Prêmio do Serviço Nacional de Teatro (1975) e foi publicado pelo MINC; de A Araponga (ou Comitê de Vila Maria) que foi encenado e recebeu Menção Honrosa do Serviço Nacional de Teatro (1976); No tempo do Corta-jaca (1977); É Duro, Irmão (1980); Mate Com Limão e Cicuta (2004); Auto de Natal (1982/1984); Palavras no Chumbo Derretido, terceiro colocado no Prêmio Nacional de Dramaturgia Carlos Carvalho de 2008 pela Prefeitura de Porto Alegre, além de outras obras publicadas e premiadas. Possui, ainda, atuações como roteirista e ator de cinema. Foi Diretor do Teatro Armando Gonzaga, do Teatro Arthur Azevedo, do Teatro Faria Lima e do Projeto Fim de Tarde, todos da FUNARJ; exerceu a curadoria do Ponto de Cultura Centro Popular de Conspiração Gargarullo, em Miguel Pereira, RJ.

qua9ago - 10ago 920:30ago 10Estreia de "Sopros de Guerra e Paz", do Grupo de Teatro ArmaçãoTeatro Álvaro de CarvalhoValor: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia)

sab12ago - 20ago 1220:30ago 20Temporada de "Sopros de Guerra e Paz", do Grupo de Teatro ArmaçãoTeatro da UFSCValor: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia)

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